
Aparelhos de e-paper podem ser conectados a portas USB ou usar tecnologia sem fio para carregar páginas
Após anos de pesquisas em laboratórios de empresas como LG.Philips, Sony e Epson, entre outras, o papel eletrônico, ou e-paper, ou ainda papel digital começa a sair da fase embrionária, principalmente na Europa. Ao mesmo tempo, organizações de todo o mundo esperam o fim da fase de testes a respeito da aceitação do novo suporte de leitura por parte dos cidadãos.
A mais recente novidade foi anunciada pela Epson. É o papel eletrônico com resolução de 2.048x1.536, a maior até agora desenvolvida para este tipo de equipamento. No formato A6 (com 18 centímetros na diagonal) e com 0,47mm de espessura, o papel usa tecnologias Suftla (Surface-Free Technology by Laser Annealing) e tecnologia eletrosforética da empresa E-Ink, que também está presente na fabricação de tablets de outras marcas. O papel eletrônico é um dos novos pilares da Epson, que estuda a fabricação de outros dispositivos eletrônicos compactos e com baixo consumo de energia, palavra de ordem neste mercado emergente.
Ainda na onda do lançamento de novos suportes e tecnologias para melhoria da resolução de e-papers, a LG.Philips (joint-venture, ou seja, uma empresa formada pela união das duas companhias), apresentou, durante a Consumer Electronics Show (CES), feira de eletrônicos que aconteceu em Las Vegas (EUA), um novo display de e-paper de alta resolução (1.280x800 e 16,7 milhões de cores), com tamanho de uma folha de papel A4 e gerenciamento inteligente de energia — na maior parte desses produtos, a energia só é gasta na mudança de imagens.
A LG.Philips se esmerou foi na espessura do display — 0,3 milímetros, o que aproxima o produto ainda mais da sensação de estarmos lidando com uma folha de papel. O mais interessante no produto — cujas “páginas” são coloridas — é que ele usa um substrato capaz de rearrumar os TFTs (Thin Film Transistors) em uma lâmina ultrafina de metal (no lugar do vidro). Isso faz com que o material seja mais maleável — o “papel” pode ser dobrado, por exemplo, simulando uma folha convencional, e volte depois à posição normal. E, o que é melhor: sem amassar.
As experiências com o e-paper têm se mostrado positivas. Em 2006, por exemplo, o jornal belga DeTIJD adotou um protótipo de e-paper. Durante três meses, cerca de 200 leitores foram selecionados para participar do teste, que tinha como objetivo mapear o relacionamento entre o leitor e o produto (jornal) através da inserção de uma nova tecnologia que substituísse o papel convencional. O DeTIJD usou um suporte de e-paper em formato de tablet PC desenvolvido pela empresa iRex, uma filhote da Philips — assim como quase todas as suas concorrentes.
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